SOLDO E SOMBRAS
SOLDO E SOMBRAS
Cenário:
(Uma venda,com tudo aquilo que tem numa venda.Carne de pendurada.Utensílios domésticos.
Em geral.O texto tem três(3) personagens.E são interpretados por homens.
O senhor Samir Al Alsair,está abrindo as portas do estabelecimento,quando um jovem entra).
Jovem: - Bom Dia seu Samir!
SAMIR: - Al Alsair! Al Alsair!
Jovem: - O senhor tem bucho de bode,seu Al Alsair?
SAMIR: - Tem!Vamos ter festa hoje é? Bucho de bode, é chama que festa pede.
JOVEM: - Sei lá! É a mãe quem quer.(Ele apanha o jornal,põe o bucho seco.O jovem paga e leva.Dona ASER entra no estabeleci mento com uma sacola nas mãos)
SAMIR: - É dia de festa mesmo! Nem bem está aberto,já tem o entra-e-sai.
D.ASER: - Seu Samir, bom dia!.Lembra do terreno que eu tinha pra venda?
SAMIR: -É Al Alsair dona Aser!Lembro! O que tem?vendeu ele?
D.ASER: - A custa de muita espera vendi.
SAMIR: - Fez bem! É tudo tão demorado nos dia de hoje! O dinheirinho vem numa boa hora.Quem não tem dinheiro,nada vale neste mundo,dona Aser!
D.ASER: -Olha que o ser humano é precioso!..Pensei comigo pelo caminho…com esse dinheiro todo guardado em casa… Casa de mulher sozinha…quem sabe o seu Samir?… Seu Samir não há de se negar em guardar esse dinheiro pra mim?
SAMIR: - O que nós puder fazer,nós faz Dona Aser.Mas,nessa de guardar dinheiro,nós num pode.Dinheiro é feito roupa,tem de andar gruda ao seu dono.Cada um tem o seu cofre particular.É seu,proteja!
D.ASER: - ( Retirando um pacote da sacola) Aqui está! O senhor não vai me deixar andar por aí com uma quantia desta embrulhada num papel de pão,vai?
SAMIR: -(Samir esquece tudo que disse) Isto Daqui é o dinheirinho da senhora? Alá!!!(Ela assente com a cabeça que sim) Mas,…mas! É doideira!Não pode andar por aí com isto assim.
D.ASER: - Foi o moço que me deu.Eu não posso andar com isto por ai,posso?(D.Aser se depende e sai).Vou deixar,depois volto e pego (D.Aser se depende e sai).
SAMIR: - Alá! nós vai fazer o que agora?(Sai,corre até os cômodos de dentro.Guarda o dinheiro.Volta) Só nós sabe aonde está,de tão bem guardado que ficou.(Mal acabou de dizer.Dos jovens adentra na venda.Um Pará perto da porta.O outro vai até o balcão conversando).
Pessoa 1: -Por um acaso tem o senhor ai trigo para fazer kibe?
SAMIR: - Tem não senhor,mas,temos…( O jovem não o deixa completar)
Pessoa 1: - E água de flor de laranjeira,ou hortelã?
SAMIR: - É do mesmo jeito do trigo.As pessoas aqui do bairro não usa ingredientes do terra da gente. Se nós
compra,nós tem de jogar tudo fora.Fica tudo ai encalhado.
Pessoa 1: - Não te disse que esse árabe diaraque não vendia estas coisa? (O jovem que ficou encostado na porta.Fecha a porta,retira da cinta a arma)
Pessoa 2 : - Bala pra arma o senhor tem, não tem?!