CENA III
( Dois soldados tomando nota.Samir mostra à eles canto a canto.Vai contando o ocorrido,eles anotando num caderninho)
SOLDADO I: — Um estava parado ali na frente da porta,é isto?
SAMIR: - É como nós disse pro senhor.O que parou na frente da porta,não deixou ninguém entrar.
SOLDADO II: -O senhor não disse que estava sozinho na hora do roubo?
SAMIR: –Nós já não lembrar de mais nada. Se nós tá dizendo que foi assim.Assim foi.
SOLDADO I: - O senhor está nervoso. Comecemos do primeiro ponto endiante.É assim que procede as investigações.Temos que colher o máximo de evidências. Cada detalhe é importante.Uma coisa tem que se encaixar com a outra.Aqui o senhor empilhou as compras,certo? (Aponta para o canto)
SAMIR: - É isto! Levaram tudo que eu tinha comprado.A gente re-põe as mercadorias,senão a venda não é venda.Sem mercadoria,nós não pode continuar a vender.Nós num vende vento.
SOLDADO II: - Até aí entendemos.O que não encaixa, é os dois aí perdendo tempo com conversa. Não tinha ninguém mais além dos dois?Carregaram as compras em carrinho de construção?
SAMIR: -No caminhão deles suponho!Dois entra,outros fica lá do lado de fora esperando a hora de entrar. É assim que funciona,não é?
SOLDADO I: - Como sabe que funciona assim? Deram dicas ao senhor? Carregaram pacote por pacote?Na certeza,não na suposição.Que o senhor supõe!
SOLDADOII: - Está muito esquisito esse roubo.O senhor disse que adormeceu. Lhe bateram!
SAMIR: - Já disse, foram lá dentro.Pegaram um copo com água e me deram.Eu estava muito nervoso.Acho que puseram alguma coisa pra eu dormir.
SOLDADO II: - Bateram ou não bateram no senhor?
SOLDADO I: - Tá meio sem rumo isto aqui!
SAMIR: - Tá não senhor! Sei muito bem o que é o certo! Já disse que entram.Carregaram,me deram um copo com água… acordei com tudo limpo.É tudo que sei.Não tem nada nas prateleiras,têm?
SOLDADO I: - Come é mesmo o nome do senhor (Examina a prancheta que trás na mãos)? Ah, samir!…Samir Al Alsair.Então seu al Alsair.O que o meu colega quer dizer…pra agilizar a parada com mais agilidade.Tem de rolar um….
SAMIR: - É de agilidade que nós precisa.Traduza isto para o português.
SOLDADO II: - É o caso d’uns dois ou três paus só.
SAMIR: - Que quer dizer o quê?
SOLDADO I: - ( Chama o colega num canto e conversam).Tá ficando doido.É muito pouco.( Voltam para Samir)
Deve dar uns dez por centro do valor, no valor da carga roubada.Ainda tem o se a encontrar.Estamos praticamente nos endividando,e acabamos sendo lesados,se concordar com pouca coisa.O senhor paga,a gente devolve.Um ajuda o outro.
SAMIR: - Quer tirar de nós o que nós não tem? Nem vai respeitar o meu direito de cidadão? Nós aqui,paga taixas disto,taixas daquilo.Impostos,alvará aluguel do ponto.Nós não vai dar nada.Isto é um serviço prestado com obrigação de vocês.
SOLDADO I: - (Chama de novo o colega no canto) Esse ai é osso duro.Isto pode dar cana.A gente disfarça,chama o homem noutra conversa, e encerra a parada.(O soldado II concorda franzindo a testa)
SAMIR: - Como é! Vai ficar ai de segredinho até quando? Nós tem serviço pra fazer! Tem de ter uma solução logo.
SOLDADO I: - O senhor está com sorte,seu Al Alsair.Devido ao caráter do miliante,e da dureza da situação.Chegamos a um acordo.Ou seja, é tudo feito sob a lei.
SAMIR: - Que fora da lei não há salvação.
(Os soldados rabiscam alguma coisa na prancheta, saem em seguida.Samir se sentindo aliviado,vai até a porta,fecha-a).
SAMIR—O dinheirinho da dona Aser!! (Sai correndo para os fundos.Depois volta.Vem de lá com o pacote de dinheiro nas mãos).
SAMIR–Alá, Alá! Ainda bem que no dinheirinho da dona Aser,ninguém tocou.(Começa a fazer um tipo de ritual,ajoelha,levanda) Por que Alá? Como foi fazer isto com nós? Primeiro manda os ladrão.Depois manda outros piores. Aqueles polícias ia tira de nós o que nós não tem. Que faz nós agora?(Tem um pouco de atrito consigo.Reflete e conclui).Nós pega emprestado com a dona Aser um pouquinho desse dinheiro.Compra outras mercadorias.Assim nós resolve a situação da venda.Nós resolve tudo.Ah,Alá! Parece que foi tudo feito do mal pro bem.(Samir confiante).A dona Aser não vai deixar um amigo morrer afogado.É a saída que nós tem.Os ladrões entraram para pegar a água,remexeram tudo,e só leva as mercadorias.Se me leva o dinheiro da dona Aser!.. Eu tava ferrado.Além das mercadores,ia ter que pagar esse montão de dinheiro também.Já dou por perdido as mercadorias.Eles investiga,mas não chega a nada.O mais certo é tomar emprestado na mão da dona Aser,e botar uma pedra em cima.Esquecer mesmo.De tão escondido que o dinheiro tava,ninguém ia encontrar.(Samir alisa o dinheiro.Embrulha-o novamente.Entra para os fundos da venda para devolvê-lo ao seu esconderijo).
SOLDADO I: — Um estava parado ali na frente da porta,é isto?
SAMIR: - É como nós disse pro senhor.O que parou na frente da porta,não deixou ninguém entrar.
SOLDADO II: -O senhor não disse que estava sozinho na hora do roubo?
SAMIR: –Nós já não lembrar de mais nada. Se nós tá dizendo que foi assim.Assim foi.
SOLDADO I: - O senhor está nervoso. Comecemos do primeiro ponto endiante.É assim que procede as investigações.Temos que colher o máximo de evidências. Cada detalhe é importante.Uma coisa tem que se encaixar com a outra.Aqui o senhor empilhou as compras,certo? (Aponta para o canto)
SAMIR: - É isto! Levaram tudo que eu tinha comprado.A gente re-põe as mercadorias,senão a venda não é venda.Sem mercadoria,nós não pode continuar a vender.Nós num vende vento.
SOLDADO II: - Até aí entendemos.O que não encaixa, é os dois aí perdendo tempo com conversa. Não tinha ninguém mais além dos dois?Carregaram as compras em carrinho de construção?
SAMIR: -No caminhão deles suponho!Dois entra,outros fica lá do lado de fora esperando a hora de entrar. É assim que funciona,não é?
SOLDADO I: - Como sabe que funciona assim? Deram dicas ao senhor? Carregaram pacote por pacote?Na certeza,não na suposição.Que o senhor supõe!
SOLDADOII: - Está muito esquisito esse roubo.O senhor disse que adormeceu. Lhe bateram!
SAMIR: - Já disse, foram lá dentro.Pegaram um copo com água e me deram.Eu estava muito nervoso.Acho que puseram alguma coisa pra eu dormir.
SOLDADO II: - Bateram ou não bateram no senhor?
SOLDADO I: - Tá meio sem rumo isto aqui!
SAMIR: - Tá não senhor! Sei muito bem o que é o certo! Já disse que entram.Carregaram,me deram um copo com água… acordei com tudo limpo.É tudo que sei.Não tem nada nas prateleiras,têm?
SOLDADO I: - Come é mesmo o nome do senhor (Examina a prancheta que trás na mãos)? Ah, samir!…Samir Al Alsair.Então seu al Alsair.O que o meu colega quer dizer…pra agilizar a parada com mais agilidade.Tem de rolar um….
SAMIR: - É de agilidade que nós precisa.Traduza isto para o português.
SOLDADO II: - É o caso d’uns dois ou três paus só.
SAMIR: - Que quer dizer o quê?
SOLDADO I: - ( Chama o colega num canto e conversam).Tá ficando doido.É muito pouco.( Voltam para Samir)
Deve dar uns dez por centro do valor, no valor da carga roubada.Ainda tem o se a encontrar.Estamos praticamente nos endividando,e acabamos sendo lesados,se concordar com pouca coisa.O senhor paga,a gente devolve.Um ajuda o outro.
SAMIR: - Quer tirar de nós o que nós não tem? Nem vai respeitar o meu direito de cidadão? Nós aqui,paga taixas disto,taixas daquilo.Impostos,alvará aluguel do ponto.Nós não vai dar nada.Isto é um serviço prestado com obrigação de vocês.
SOLDADO I: - (Chama de novo o colega no canto) Esse ai é osso duro.Isto pode dar cana.A gente disfarça,chama o homem noutra conversa, e encerra a parada.(O soldado II concorda franzindo a testa)
SAMIR: - Como é! Vai ficar ai de segredinho até quando? Nós tem serviço pra fazer! Tem de ter uma solução logo.
SOLDADO I: - O senhor está com sorte,seu Al Alsair.Devido ao caráter do miliante,e da dureza da situação.Chegamos a um acordo.Ou seja, é tudo feito sob a lei.
SAMIR: - Que fora da lei não há salvação.
(Os soldados rabiscam alguma coisa na prancheta, saem em seguida.Samir se sentindo aliviado,vai até a porta,fecha-a).
SAMIR—O dinheirinho da dona Aser!! (Sai correndo para os fundos.Depois volta.Vem de lá com o pacote de dinheiro nas mãos).
SAMIR–Alá, Alá! Ainda bem que no dinheirinho da dona Aser,ninguém tocou.(Começa a fazer um tipo de ritual,ajoelha,levanda) Por que Alá? Como foi fazer isto com nós? Primeiro manda os ladrão.Depois manda outros piores. Aqueles polícias ia tira de nós o que nós não tem. Que faz nós agora?(Tem um pouco de atrito consigo.Reflete e conclui).Nós pega emprestado com a dona Aser um pouquinho desse dinheiro.Compra outras mercadorias.Assim nós resolve a situação da venda.Nós resolve tudo.Ah,Alá! Parece que foi tudo feito do mal pro bem.(Samir confiante).A dona Aser não vai deixar um amigo morrer afogado.É a saída que nós tem.Os ladrões entraram para pegar a água,remexeram tudo,e só leva as mercadorias.Se me leva o dinheiro da dona Aser!.. Eu tava ferrado.Além das mercadores,ia ter que pagar esse montão de dinheiro também.Já dou por perdido as mercadorias.Eles investiga,mas não chega a nada.O mais certo é tomar emprestado na mão da dona Aser,e botar uma pedra em cima.Esquecer mesmo.De tão escondido que o dinheiro tava,ninguém ia encontrar.(Samir alisa o dinheiro.Embrulha-o novamente.Entra para os fundos da venda para devolvê-lo ao seu esconderijo).
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