Monday, March 30, 2009

CENA II

CENA II
Há agora um corredor.No fundo do corredor uma porta entre-aberta.Lúcio e Luís entram conversando e rindo muito.

Lúcio: - …E aquela da velha…aquilo é de matar!Não sabia se ia,ou se ficava.
luiz: - Parecia não querer acabar mais. O outro rolava no chão de tanto rir.As horas passando,a gente ali se debatendo aos prantos,e de riso boca-a-boca.
Lúcio: - (vê a porta entre-aberta,mas ignora).Sujeito sujo!…A gente?…Quase comecei a contar aquele causo antigo.Aquele do…do…
luiz: - Viu a cara deles quando a gente disse…aqui estamos dando as nossas escapadinhas.Mas, é hoje só! (Risos)
Lúcio: - ( Lúcio,fala olhando para a porta). Deixamos a porta aberta quando saímos?A gente não devia esquecer isto!
luiz: - Não.Trancamos a porta antes de sair.Vou ver lá dentro.( Vai,volta aos berros),o pre..cio..o.. precioso…prici…meu Deus!
LÚCIO: - Calma! (Segura-o pelo braço) Respira!…Conta em decrescente mentalmente.Calma.assim não entendo nada.Calma!
luiz: - (Vai se acalmando,contando lentamente) O precioso! Su..mi..u!!! sumiu o precioso do patrão!
LÚCIO: - Se esgragular não vai adiantar.É manter a calma!
luiz: - Calma demais é vício! Algo tem de ser feito.Não dá pra ter calma numa hora dessa.
Lúcio: - É o que penso também. Agora está feito,está! Vamos raciocinar!
luiz: - Se não me arrastasse.Nada disto tinha acontecido.Vigiar é vigiar.Eu não queria ir,não queria.
Lúcio: - Vem não! Também gostou!Ria feito uma hiena.
luiz: - E amanhã quando o patrão vier pra aprovar o serviço?.O que vamos dizer a ele?
LÚCIO: - Nada! Ele entra.Verifica,vê o fato.Depois…nos manda pra guilhotina.
luiz: - Eu tinha de lhe acompanhar!!(Lúcio vai medindo com os olhos os canto e andando com as mão para trás).
LÚCIO: - Quem veio…entraria por aquela porta.Outra entrada não há.Se ao menos tivesse uma pista? Um sinalzinho só!
luiz: - De tão cauteloso,me falta…se não tivéssemos ido contar piadas.ido pro meio de malucos.
LÚCIO: -Chorar não adianta.Manter a calma é o melhor remédio.Repetir também não leva à lugar nenhum.
luiz: - É fácil falar,quando não é o seu que está na reta.
LÚCIO: - É o que você quem diz.Para o Patrão não há acepção,os dois,é responsabilidade dos dois.
luiz: - Malditos minutinhos desperdiçados….quem teria entrado aqui,pra levar uma coisa só?
LÚCIO: - Uma coisa eu acho.É plano perfeito. Senão o Precioso estaria lá no lugar de sempre.
luiz: - Com tanta coisa pra roubar.Ouro,prata.Foi escolher logo o Precioso.Justo o que ele mais recomendou.Defunto encomendado não entra no céu.É que sempre digo.
LÚCIO: - É o que eu digo também!Foi de plano feito.Foi alguém que sabia o que queria.E conhece todos os nossos passos.
luiz: - Amanhã!!!Amanhã quando o sol entrar por aquela fresta(Aponta na direção de uma minúscula janela).É o último minutos de nós dois.O patrão não vai deixar de graça, se nos advertiu tanto sobre aquela coisas valiosa dele.
Lúcio:–Há sempre uma saída.Nenhuma gota cai no chão sem propósito.
(Os dois caem exaustos no chão, um pra cada lado)

Posted by Camuccelli at 19:48:43
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